Apesar de estar relacionada a funções tipicamente masculinas, não deixa de ter as características próprias de uma mulher sensual, fogosa e ardente que sabe amar, e que gosta de mostrar o seu amor e a sua alegria contagiantes. Apaixona-se com frequência, e como tal teve muitos homens, que por ela foram verdadeiramente amados, pois quando ama um homem só se interessa por ele, sendo extremamente fiel e possessiva. Sendo o Orixá do arrebatamento e da paixão, tornou-se mulher de quase todos os Orixás: Xangô, Ogum, Oxóssi. Foi graças ao amor que devotou a cada um deles, que conquistou grandes poderes e se tornou Orixá. No entanto, a sua felicidade não está centrada num homem, mas sim nos seus próprios sentimentos e convicções. Nada nesta Deusa é regular ou discreto, as suas zangas são terríveis, seus arrependimentos dramáticos e seus triunfos decisivos em qualquer etapa da sua vida. Ela não vai à luta para perder, mas sim para ganhar qualquer desafio que se lhe apresente. É uma guerreira de arma na mão! A tempestade é também o poder manifesto de Iansã. É a Deusa dos raios, das águas que se agitam, comanda as ventanias, os furacões e o tempo que fecha sem chover. O vento é o seu grande domínio, pois é ele que espanta a morte. Suas danças são guerreiras, evocando através de seus movimentos sinuosos e rápidos, as tempestades e os ventos enfurecidos. Os seus símbolos são o chifre de búfalo, um alfanje (sabre de lâmina larga e recurvada) e “eruesin”, utensílio confeccionado com pelos de rabo-de-cavalo, encravados num cabo de cobre, um atributo que Oxóssi lhe concedeu e com o qual, Iansã consegue controlar todos os Eguns. Ela recebe sacrifícios de cabras e oferendas de acarajés. Não gosta de abóbora e a carne de carneiro é-lhe proibida. As pessoas que lhe são dedicadas usam colares de contas vermelho escuro ou marrom e a Quarta-feira, é o dia da semana que lhe é consagrado, juntamente com Xangô seu marido. Na religião católica é sincretizada com Santa Bárbara. Saudação: “Epahei” |